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O Que Este Poeta Esta Lendo?

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Os 8 Odiados, Pulp Fiction, Meu Primeiro Noitão do Belas Artes e Nova Inspiração Para Versar

Antes de assistir a Os 8 Odiados eu só sabia de duas coisas: 1ª é o oitavo filme de Quentin Tarantino e de acordo com o próprio também o antepenúltimo. 2ª alguém, se daqui ou estrangeiro eu não sei, crítico ou não, eu também não sei, disse ter ficado chocado com a violência do filme. Mas até nada demais já que violência sanguinolenta é uma das marcas de seus filmes. E o que encontrei aqui não saiu do que eu já estou acostumado, então vamos em frente. De cara se percebe ser um faroeste, e isso já levanta receios da minha parte, pois tanto não sou o maior fã do gênero, quanto por não ter gostado muito de Jango Livre, o filme anterior do Tarantino. Mas deste gostei muito. As tiradas cômicas de fazer uma sala inteira gargalhar alivia muito sua longa duração. A edição também ajuda nisso. E, além disso, ela torna a própria violência um ponto a seu favor, pois dessa forma quase tudo torna a narrativa imprevisível. Dessa forma o filme não fica óbvio e o expectador mais receptivo e interessado. Não sou o maior fã de Tarantino, mas a narrativa me deixou interessado até tudo estar concluído. Tarantino da bastante liberdade aos seus atores, e cada um consegue a seu modo e momento entregar o que lhe é pedido. Não é um filme que eu espero rever em tão pouco tempo, mas ele merece os aplausos e elogios que recebeu.
Pulp Fiction foi o filme surpresa do Noitão, o que para mim foi muito bom já que nunca o havia assistido devido a alguns preconceitos. O principal deles é o fato desse filme ser o predileto para ser citado por pessoas que se acham “cult”, também os pseudo artistas e pseudo intelectuais. Eu não vi nada muito diferente do que já havia encontrado em Os 8 Odiados alguns minutos antes. Mas foi o suficiente para eu entender o porquê de esse filme ser tão cultuado. O trabalho de um bom elenco muito bem dirigido. Uma estória muito bem contada, e muito bem montada. Tiradas cômicas muito bem escolhidas e colocadas. E uma trilha sonora perfeita mente bem escolhida. Foi um caso raro onde públicos de “massa” e críticos aplaudiram o mesmo filme. Mas agora levantando uma pequena suposição, considero que justamente a sanguinolência do diretor um dos principais fatores dele ter atingido o sucesso que teve em seu tempo. Porem o Oscar ainda vai para Forrest Gump.
O Noitão do Belas Artes. Foi a minha primeira experiência num evento destes, e por mais que pareça algo bobo, eu estava encarando como se estivesse saindo de casa para viver uma aventura. Foi uma semana de muita ansiedade. A última vez em que frequentei o Belas Artes ainda era nos tempos do HSBC. Foi em novembro de 2009, curiosamente para assistir também a um filme de Quentin Tarantino. Na época era o Bastardos Inglórios, o primeiro filme dele de que havia gostado. Antes do fechamento do cinema eu não voltei a frequentá-lo, e depois de sua reabertura, agora como Caixa Belas Artes só havia retornado não voltei antes de 28 de dezembro de 2015 para assistir Macbeth – Ambição e Guerra. Mas voltando ao Noitão foi tudo muito tranquilo, apesar de 50 pessoas formarem duas filas por quererem ganhar o poster do filme de brinde, até agora continuo achando uma perda de tempo. Antes do inicio do primeiro filme houve um sorteio de uma camiseta do Bastardos Inglórios, e antes do segundo de mais dois posteres do filme. Para mim o intervalo que foi um problema, pois primeiro fui ao banheiro, mas filas na lanchonete ficaram muito grandes, e estava com receio de perder o começo da segunda sessão já que até então o segundo filme ainda me era uma surpresa. Ao final distribuíram um pequeno “lanche” para quem ficou até o fim. Só teve uma coisa ruim nesse evento: Eu ter ido sozinho.
A Nova Inspiração Para Versar. Na viagem de volta para casa a mágica aconteceu. Voltando para casa de metro, de boa ouvindo um pouco de Epica, como que o Sol que nasce no oriente e chega ao ocidente, à Inspiração aconteceu. Foi como a cereja do bolo que veio para coroar uma noite quase perfeita. E no próprio metro voltando para casa a Inspiração como de súbito me agarrou e me levou ao êxtase da criação. Desse momento nasceu o poema Soneto Sobre o Medo de Recomeçar, que já se encontra publicado no meu outro blog, Poesias Para um Coração Melancólico. Após tanto tempo eu me senti como um super-herói que perde seus poderes, mas um dia os recupera. Uma nova era começou.

Conclusão do Noitão
Os 8 Odiados: Ótimo (08 Estrelas)
Pulp Fiction: Ótimo (08 Estrelas)

Para os interessados nos filmes Os 8 Odiados: (Filmow, IMDB) Pulp Fiction: (Filmow, IMDB, Torrent)

Para os interessados nas músicas que me inspiraram foram Canvas of Life (Letras.mus), In All Conscience (Letras.mus) Dreamscape (Letras.mus).

sábado, 30 de agosto de 2014

Aniversário – O Segundo Ano-Novo

Hoje é o meu aniversário. 26 anos. Um Homem feito. E há alguns dias venho pensando nisso. Eu me lembro de que ao longo de toda minha vida gostar da celebração do Ano-Novo. Mas foi desde a primeira vez que assisti Forrest Gump (Filmow) quando essa festa passou a ter um significado especial em meu coração, bem diferente do meu aniversário. Infelizmente por frustrações e problemas de várias ordens em minha infância e adolescência me fizeram odiar este dia de 30 de Agosto. Mas essa nova forma de pensar veio a mim como um resgate de um dia que, talvez, nunca devesse ter deixado de ser especial.
Ainda criança o primeiro significado do meu aniversário era o de ganhar uma festa, o segundo era o de brincar e ganhar muitos presentes, e o terceiro o de comer as delícias das festinhas. Mas em cinco anos isso foi plenamente transformado. De 1994 a 1999 uma variedade de crises assolou minha casa. A crise financeira foi muito ruim, mas pior foram à crise relacional que nasceu, cresceu e nunca mais foi embora. Em 1999 depois de cinco anos eu ganhei uma nova festa de aniversário, mas o seu significado para mim já não era mais o dos meus seis anos. O mais valioso agora era eu me sentir querido, especial e importante para alguém, principalmente por três fatores: 1º nesse ano ter perdido quem em minha inocência imatura era a pessoa mais importante do meu coração, e ainda habita-o. 2º o ciúmes que eu pré-adolescente, sentia filho recém-nascido do meu irmão mais velho, nascido duas semanas antes. 3º por um momento que eu não queria que tivesse fim, era como se não houvesse mais qualquer crise em minha casa, e fossemos novamente uma família calorosa, unida e amorosa.
De 2000 a 2009 eu vivi minha adolescência dos doze aos dias tenebrosos dos meus vinte e um anos. Já não havia mais comemoração, então entrei numa vibe de ao menos garantir algo bom para mim mesmo, ainda que com base em chantagem. Mas os prazeres eram efêmeros, e logo depois de consumidos um vazio de alma imperava dentro de mim. Em 2005 vivemos nossa pior crise financeira, mas ela aos poucos foi superada. Depois desse período, mesmo com coisas boas nesse dia, eu desejava uma fantasia que nunca se realizou de algo grande, uma festa. Uma festa que não só haveria fartura, mas haveria uma família como um dia pode ser que tenha existido em meus sonhos. Meus vinte e um anos em 2009 eram muito temidos no meu coração. Era uma data que, em teoria, eu estaria pronto para abandonar tudo de imaturo e entrar na vida adulta. Vida em que haveria a superação de toda forma de complexo, trauma, imaturidade, dependência e outros típicos duma criança, não de um Homem. Talvez eu não estivesse pronto, ou fosse muito fraco, pois não aguentei. Estavam instaurados os meus dias de “Surto”. Surto que durou perto de um ano.
Depois dessa fase de surto já passou alguns anos, mas eles não importam. Agora é como só mais um dia em que vou passar fechado numa fantasia egoísta. Tenho vivido assim e com a mesma mentalidade até agora. Forrest Gump foi um fator essencial para eu resgatar um valor especial do Ano-Novo, antes eu nunca olhei para essa data como uma oportunidade de recomeçar. Pela primeira vez pensei que era a vida me dando uma segunda chance de acertar nas minhas escolhas, ao menos nas futuras. E só nessa última semana esse pensamente brotou. Talvez por não pararmos nossa rotina frenética, ou por não termos aprendido a fazer isso, mas nos aniversários temos a mesma oportunidade que a vida nos presenteia no ano novo. Muitos querem ver mudança em muita coisa, e pessoas; mas infelizmente poucos querem vê-la partindo e si mesmo, ou tornando-se essa mudança.
Há tempos que minha vida tem sido uma grande fuga, inclusive de mim mesmo. Minha vida precisa de restauração. Minha alma precisa de restauração. De nada adianta continuar a fugir, eu quero abraçar a Vida, com coragem, justiça, amor e esperança. Hoje eu tenho uma segunda chance na vida para me refazer, e eu desejo que vocês também aceitem as que lhes forem oferecidas. Celebrem os re-começos e a vida. Hoje é aniversário, meu e deste blog, três anos de blog. Eu sei que a escrita é o meu caminho na vida e aqui quero reafirmar minha vocação. E para todos que queriam celebrar a vida e sua restauração deixo essa canção de Paula Fernandez. Uma canção para mim (YouTube), para vocês, e para todos interessados em celebrar a restauração.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Vida de Adulto

Assistido em: 14 de Abril de 2014.
Avaliação: 05 Estrelas (Medíocre)

Minha Crônica
Esses filmes sobre amadurecimentos sempre me despertam muito interesse. Amy já saiu da adolescência, não sabemos ao certo se ela terminou a faculdade, mas sabemos que ela é persistente na busca por seu sonho. Ela é imatura e não tem controle sobre sua vida financeira, e após um ultimado de seus pais ela é obrigada a arrumar um emprego. Ela é uma moça “inexperiente” e de repente ver-se trabalhando num sex-shop lhe é estranho e um poço desconfortável. Mas justamente nesse ambiente é que ela vai expandir os horizontes da sua percepção de mundo e de suas relações. Após uma frustração numa festa de faculdade ela vê um livro num carro e o furta, e rapidamente ela fica obcecada pelo autor, decide que vai tê-lo como padrinho literário.
É formidável como há tantas pessoas que por serem adultas em idade acreditam que não são mais crianças, mesmo ainda agindo como tal.  Prova disso é Amy saindo da casa dos pais escondida na calada da noite por seu pai tê-la mais uma vez repreendido quanto a sua irresponsabilidade com dinheiro chamando-a de criança. A arte imitando a vida.  Por mais que pareça contraditório, Amy é uma mulher forte. Ela tem opiniões fortes e coragem de expô-las. Ela é “inexperiente” em mais de um sentido, mas não tem medo de arriscar e viver suas próprias experiências. Infelizmente ser forte não é sinônimo de ser maduro. Assim como muitas pessoas Amy atingiu a maioridade e crê que isso a fez uma adulta, mas ela não amadureceu e agora terá de fazê-lo co os golpes dados pela vida.
Amy é mais parecida comigo do que eu gosto de admitir. Sei por experiência própria como é dizer que tem escrito muito, e isso ser visto como não estar fazendo nada. Sei como é lidar com sua “inexperiência”, e sentir-se confusa e constrangida quando algo dessa temática lhe é exposto publicamente. Infelizmente eu sei a dor de ter seus versos rejeitados. Eu demorei muito para desenvolver autocrítica. Sua obsessão com o poeta Rat Billings me lembra de escolhas não muito agradáveis ou sensatas que já tomei uns tempos atrás. Curioso que mesmo após os golpes, decepções e rejeições ela encontrou uma nova chance onde ela mesma olhava com preconceito. Isso sempre me lembra de sempre manter a mente aberta e expandir meus horizontes.
O filme é uma receita de bolo cheia de clichês, mas eu não acredito que fosse diferente sendo uma comédia de amadurecimento vinda de onde veio. Para o seu publico o filme funciona, mas não acredito que ela vá agradar qualquer um que assisti-lo. Com certeza, aspirantes a poeta e a artistas vão ser os que mais devem tiram dele alguma coisa, comigo acabou de ser assim. Emma Roberts não é uma grande atriz, mas faço votos de que cresça, eu gostei dela. Não é exatamente um filme bom. Mas acredito que há e que haverá outras pessoas que assim como eu foram e serão tocadas por ele em algum nível. Para todos os aspirantes a poetas, escritos e artistas em geral eu destaco essa frase: Se você quiser criar arte deve fracassar, o trabalho do artista é o de fracassar melhor.

Aos cinéfilos interessados: Filmow, IMDB, Download.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Balanço da Semana #11

Bom dia para todos que assim como eu estavam esperando ansiosos por esta semana. Essa foi uma semana de muitos planos, principalmente para estes próximos sete dias. Desde que eu me entendo por gente eu faço planos, e o mais comum é ver estes fracassarem, mesmo em meio as minhas grandes realizações. Nos planos que fiz nesta semana eu já coloco mais o pé no chão.
Quanto a blogs ouve muitos pontos altos, o maior deles foi o vídeo “Book Talk #4: Opiniões negativas sobre livros” da Tatiana Feltrin. Já houve ocasiões em que pensei escrever uma resposta para algum vídeo de Vlogs, mas o meu Opiniões Negativas Sobre Livros acabou sendo o primeiro. Conheci novas Tags, li textos muito bons, e fiquei muito ansioso com novos trabalhos de bandas que eu adoro e lançarão novos trabalhos nos próximos meses. Adorei conhecer o Blog da Erika Ruggio e o da Gabbie Fadel. Um texto que merece destaque é o “Cobertura Espiritual, Isso é Bíblico?” do blog Vozes da Reforma, pois é um tema que nunca acreditei e penso que outras pessoas deveriam ler este texto. Um vídeo que também merece destaque é o “5 Passos pra Realizar seus Sonhos em 2014 - LdV 178” da Lully, que por mais simples que pareça, me é um problema.
Eu comecei está semana indo assistir ao maravilhoso Vidas ao Vento (Filmow) do mestre Miyazaki (Filmow). Depois ao longo da semana eu terminei de assistir a série do The Lost Canvas ((Filmow) (Filmow)) de Osamu Nabeshima (Filmow), adaptado do mangá de Shiori Teshirogi (Skoob) e baseado na obra do Kurumada (Skoob) sensei, agora vou ficar em Kimi Ni Todoke (Filmow). E por fim ontem eu revi Thor: O Mundo Sombrio (Filmow) de Alan Taylor (Filmow) e James Gunn II (Filmow), e fechei a semana revendo A Viagem de Chihiro (Filmow) também do mestre Miyazaki. Antes que eu me esqueça, não me acostumei com essa mudança na data de estréia do filmes novos, ainda estou com duvidas.
Nessa semana eu li mais dois capítulos da Menina Que Roubava Livros (Skoob) do Markus Zusak (Skoob). Eu sei que ainda é muito pouco, mas agora falta pouco do livro, vou me esforçar para terminar ele até o fim deste mês. Até que eu conclua-o vou focar somente nele, como ainda tenho 14 dias tenho convicção de que consigo. E de escrita eu quero focar um pouco mais nas coisas do blog que ainda estão em atraso.
No balanço geral ao mesmo tempo em que foi uma semana de preguicinha pra umas coisas, foi uma semana produtiva para outras. Mas poucas vezes neste ano eu esperei com tanta vontade que uma semana acabasse. Meus planos estão voltados para esta nova semana, assim como meu planejamento para não me desviar deles após alcançá-los, pois não basta apenas começar. Por hoje é isso, bom dia e boa semana a todos, e boa sorte.

sábado, 15 de março de 2014

Saint Seiya: The Lost Canvas - 1ª e 2ª Temporadas

Assistido em: 15 de Março de 2014.
Avaliação: 09 Estrelas (Maravilhoso)

Minha Crônica
Hoje eu terminei de assistir mais uma vez Saint Seiya: The Lost Canvas, praticamente eu assisto este anime uma vez ao ano, mas ele não estava programado para ser o terceiro anime deste ano. Depois de terminar de assistir X-Men eu tinha em mente começar o anime Wolverine, mas desisti logo no primeiro episódio. Ou eu não fui com a cara dele ou ele é muito ruim, provavelmente um misto dos dois. Mas enfim, vim para o The Lost Canvas e daqui vou para o Kimi Ni Todoke.
Meu primeiro contato com o anime foi pela internet através de noticias sobre o mangá, mas eram poucas noticias, pois eu sempre procurei mais nessa época pelo The Next Dimension. Quando o mangá começou a ser publicado no Brasil em 2009 eu fui pego de surpresa, já estava na quarta edição e eu não havia sabido de nada. Nessa época eu era muito duro, não que um por mês fosse difícil, não é, mas até então eu não sabia onde poderia comprar os anteriores e acabei desistindo. Nesse mesmo ano eu fiquei sabendo que o anime tinha sido lançado, mas tive de esperar um pouco mais. Só na metade de 2010 eu pude ter internet em casa e fazer meus próprios downloads, e foi justamente The Lost Canvas a primeira coisa que eu fui correndo baixar. Na época eu ainda não sábia como fazer, e através dele que aprendi.
Eu vibrei naquele ano de 2010 com os treze episódios da primeira temporada. E um ano depois com mais treze da segunda temporada, mas a série parou por ai. Há que diga que ela somente foi adiada, mas o comunicado oficial da TMS Entertainment é de que até a série está cancelada, ao menos por enquanto. Pela internet há boatos sobre um possível briga judicial com a Toei Animation criadora da anime original, mas por hora são meros boatos. Há também quem alegue que série não tenha dado lucro no Japão, e não é a primeira vez que ouço algo desse tipo.
Para mim por ser uma série nova, e que eu quase não conhecia nada foi uma grande novidade. Ela inclusive teve um impacto melhor em mim por ser inédita, do que assistir hoje depois de grande ao anime antigo, tendo por este toda uma bagagem emocional da minha infância. Eu não quero que isso pareça que eu desmereço alguma delas, não estou fazendo isso. Mas por ser algo inédito eu consegui lançar um olhar muito mais livre e aberto para o que eu receberia dela, e da mesma forma consegui ser mais empático à estória e aos personagens. Aqui é gasto um tempo para que nos apeguemos e importemos mais com os personagens, e o melhor de tudo é que isto conseguiu ser feito sem precisar alongar desnecessariamente a série. A estória mais longa vista aqui foi a de El Cid que durou cinco episódios, mas ela não era somente dele. É genial que em dois episódios eles consigam nos apresentar um personagem, fazer com que nos importemos com ele, e lamentar sua morte caso esta ocorra. Devo confessar que em todas as vezes que assisto ao 12º episódio da primeira temporada uma lágrima escapa pelo canto do olho. Mesmo sendo uma versão alternativa da Guerra Santa anterior este anime não fica devendo quase nada a obra original de Kurumada Sensei.
É um grande alivio ver que The Lost Canvas faz contraponto de peso em péssimos detalhes estéticos que permeavam todo o anime Saint Seiya desde este novo milênio. Eu lamento o cancelamento do anime. Seu ponto de termino é justamente a metade da série no mangá, ele é o meio mais simples de eu terminar de conhecer a estória. Espero conseguir adquirir essa série ainda nesse ano. Que riam de mim, mas eu sou esperançoso o suficiente para torcer pela continuidade do anime e mais, que seja animado para as telas o The Lost Canvas Gaiden. Enfim The Lost Canvas é indispensável para quem quer que seja fã do universo Saint Seiya.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Opiniões Negativas Sobre Livros

Ter opiniões negativas sobre livros no meio virtual é uma das formas mais fáceis de ser odiado e/ou insultado. Recentemente eu estava num debate no facebook sobre a influência positiva e negativa de certos livros para a Literatura, mas nem tudo é um mar de rosas. Apenas pelo fato de a questionadora ter chamado de “modinha” dois xodós de muitos jovens leitores, no caso Harry Potter e Crepúsculo. Nisso ao invés de responder a questão que foi proposta, a maioria das pessoas dedicou um bom tempo em ou insultar a questionadora, ou tentar levantar defesas pseudo-intelectualizadas dessas duas obras. Mas o mais ridículo ocorreu depois, visto que apenas alguns poucos buscaram responder o que efetivamente foi perguntado, a questionadora refez a pergunta. A mesma só que dessa vez a única diferença era que ela não usou a expressão “modinha” que obviamente ofendeu uma legião de xiitas. E nesse caso ela foi acusada de não ter sido incoerente e ter feito duas perguntas diferentes.
Esse pequeno evento me deixou com uma pulga atrás da orelha. Era como ter alguma opinião contrária a uma preferência coletiva ser um crime execrável ou um pecado mortal. Então eis que alguns dias depois a Tati Feltrin lança em seu canal justamente um vídeo com este tema: Opiniões Negativas Sobre Livros.
Depois de assistir este vídeo eu me peguei pensando numa idiotice que escutei na semana passada, a frase dizia “Eu não gosto de critica, pois o critico coloca muita o opinião dele”. Pessoas assim deveriam aprender o que algumas palavras significam antes de sair internet a fora as vomitando. No mesmo dia eu assisti ao vídeo da Janine Stecanella onde ela estava tímida em expor sua avaliação da adaptação de Cidade dos Ossos, pelo simples motivo de ter preferido o filme ao livro. A moça o tempo todo ia rápido dizendo, e repetindo, que aquele era sua opinião, quase como se ela não tivesse liberdade para pensar algo diferente do resto dos fãs.
Nas redes sociais é tratado quase como um absurdo que alguém prefira uma adaptação ao livro original. Pelas redes sociais umas das coisas mais fáceis de encontras são pseudo-intelectuais que desejam ser normalistas até mesmo da opinião alheia. Mas a minha liberdade de pensamente eu não troco por nada, muito menos para tentar agradar outra pessoa. Bom aqui embaixo está às três perguntas propostas pela Tati Feltrin no seu vídeo, seguidas das minhas respostas de cada uma.

Questões propostas

Opiniões negativas de outros sobre um determinado livro já te fizeram desistir de comprá-lo e/ou lê-lo?
Minha resposta: Na verdade não, o efeito provocado em mim foi exatamente o oposto. Ler opiniões negativas sobre determinados livros acaba é atiçando a minha curiosidade sobre este livro. Um exemplo que aconteceu comigo foi o livro 100 Escovadas Antes de Ir Para a Cama, da italiana Melissa Panarello, que de tanto que eu li falarem mal decidi lê-lo. No fim das contas quase todas as críticas negativas eram infundadas, e particularmente movidas por puro preconceito e falso moralismo. Apesar de o livro não ser grandes coisas, as resenha sobre ele eram muito piores.
Mesmo quando você discorda da opinião negativa de alguém, você costuma levar essas opiniões em consideração e repensar determinados aspectos de um livro do qual gosta? Ou, simplesmente descarta a opinião negativa de terceiros?
Minha resposta: Sim eu considero estas opiniões. Eu escrevo sobre a minha experiência com os livros e os filmes que leio e assisto, portanto ter contato com opiniões divergentes são enriquecedoras. Mas infelizmente eu acabo tendo que descartar a maioria das opiniões. Muitas vezes eu vejo opiniões com belas palavras que infelizmente estão numa fala vazia, e sem qualquer senso de um olhar crítico. Mas há também aqueles que tecem mil e um argumentos muito elaborados para tentar simplesmente ocultar o fato de que ele que não gostou de determinada obra. Mas nenhum desses realmente me incomoda, o pior grupo é o dos preconceituosos que não aceitam uma opinião diferente e encaram uma crítica negativa a algo que gostam, ou uma positiva sobre algo que odeiam como uma ofensa pessoal.
Se você tem um blog ou um canal no Youtube, qual é a sua política pessoal sobre livros que leu e dos quais não gostou? Você deixa de falar sobre esses livros? Ou, fala, mas mede as palavras ao criticá-los negativamente?
Minha resposta: Eu prefiro a honestidade acima de tudo, ainda que isso possa me atrair “inimigos”. Eu não seu uma pessoa de medir muito as palavras. Porém há um fato importante sobre mim nestas horas: Eu sou muito preguiçoso, ainda mais quanto ao que não gosto. Tenho preguiça de escrever sobre o que não gosto, prova disso é o quanto que em mais de dois anos de blog ele ainda está tão incompleto e cheio de atrasos.
Termino citando Renato Russo: Quem pensa por si mesmo é livre, e ser livre é coisa muito séria.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Vidas Ao Vento

Sinopse
A vida de Jiro Horikoshi, designer dos aviões usados pelo Japão na II Guerra Mundial.

Assistido em: 10 de Março de 2014.
Avaliação: 09 Estrelas (Maravilhoso)

Minha Crônica
Finalmente eu assisti ao último dos três filmes do ano passado que eu mais aguardava, mas infelizmente por questões do mercado dois tiveram de esperar até este ano. Círculo de Fogo do Guillermo del Toro foi o único que consegui assistir ano passado, Ninfomaníaca do Lars VonTrier e Vidas ao Vento do Hayao Miyazaki tiveram de aguardar, só que pelo menos todos eles eu consegui assistir na tela grande de bons cinemas.
Dos estúdios Ghibli não, mas do mestre Miyazaki este foi o primeiro filme de não fantasia que eu assisti, foi para mim uma grande novidade. Um rápido adendo, essa novidade me lembrou que eu tenho sido displicente com a obra dos estúdios Ghibli. Eu baixei todas via torrent, mas assisti quando muito, metade de seus filmes, eu devo corrigir isso.
Eu demorei até descobrir do que se tratava o filme, quando soube que seria lançado eu só pensei “É um novo Miyazaki, eu quero e vou assistir”. Quando saiu o primeiro trailer eu fiquei um pouco confuso, ele estava em japonês, não tinha legendas, mas o título do filme estava em inglês. Outra coisa em que o trailer me deixou confuso, e depois vendo o filme fez muito sentido, é que Miyazaki gosta de repetir a cara de alguns personagens diferentes em filmes diversos. Um exemplo, caso não tenham reparado Howl, Haku e Ashitaka têm rostos muito parecidos. Da mesma forma Tatsuo Kusakabe de Meu Vizinho Totoro é muito parecido com o Jiro Horikoshi deste filme, tanto que na primeira vez que assisti ao trailer fiquei imaginando se não haveria ligação com o mundo de Totoro. Quando por fim descobri sobre a temática do filme, o que só aconteceu um mês atrás, eu fiquei preocupado por ele se inspirar numa história real, uma vez que eu não sou grande conhecedor da História japonesa.
Conhecemos Jiro ainda criança, nos seus sonhos, os inocentes sonhos de uma criança, eles mostra muito bem como medo por algo em que somos falhos pode nos tornar inseguros. Mas nestes mesmos sonhos que ele encontra o seu caminho de vida. Jiro tem uma dedicação muito forte em seu caminho, dedicação essa que alguns chamam de cega, mas então eis que faço uma pergunta: Um sonhador, um visionário deve abandonar o seu sonho pela possibilidade do uso que poderão fazer de sua criação? Jiro segue firme em seu caminho, mas ele não se esquece da vida para entrar num mundo de sonhos, ele busca viver estes sonhos enquanto está vivo. Jiro quer cumprir seu trabalho, que viver com a mulher que ama, e quer conhecer e criar novas peças para voar. Jiro não se importa com guerras ou conflitos geopolíticos e não consigo achar que ele é errado em ser assim. Jiro é guiado por seus sonhos, e não há vida mais bonita do que aquela onde os sonhos tornam-se reais.
A canção de encerramento deste filme é um capítulo aparte, sem dúvida é uma das melhores de um fim Ghibli. Agora me é muito difícil saber qual eleger a minha favorita, mas ela é uma das mais fortes. Toda a trilha sonora merece ser aplaudida de pé, ela toda está muito bem harmonizada com as cenas, os diálogos, as paisagens, os encontros, a vida e os sonhos.
Como eu disse essa foi o primeiro filme de não ficção do mestre Miyazaki que eu assisti, mas esse pequeno detalhe não desmereceu o filme em nada, pois no fim, na verdade desde o começo, Miyazaki mostra com maestria que a fantasia não depende apenas dos elementos fantásticos. Miyazaki mostra que a fantasia começa aqui, nos desejos e sonhos que nascem nos nossos corações e habitam as nossas mentes. Miyazaki mostra com perfeição que não há estória mais fantástica e extraordinária do que a de nossa vida, e o quanto ela é valiosa.

Aos cinéfilos interessados: Filmow, IMDB, Trilha Sonora.